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Cabinda - A activista britânica de direitos humanos, Sarah Wikes, investigadora da Global Witness, foi presa este domingo pelas autoridades angolanas, na cidade de Cabinda, onde se encontra em trabalho pela sua organização no âmbito da Campanha Internacional pela Transparência na Indústria Petrolífera «Publique o que Se Paga».
De acordo com uma nota informativa do secretário para os Assuntos Parlamentares da Frente para Democracia (FpD), Filomeno Vieira Lopes, Sarah Wikes ficou retida no Hotel Macosso, onde se hospedou, desde as 05h30m da manhã, após uma abordagem policial que confiscou grande parte dos seus haveres, inclusive uma máquina fotográfica e documentos de trabalho.
Sarah Wikes e os seus advogados acabariam por sair das instalações da Polícia Provincial de Investigação pelas 12h00, sem que a investigadora fosse constituída arguida, tendo contudo assinado um termo de declaração de apreensão de alguns haveres, nomeadamente uma máquina fotográfica, um bloco de notas e duas «pen drives».
Sectores da sociedade civil angolana, bem como partidos políticos da oposição, preparam um pronunciamento sobre o assunto, acrescenta o comunicado. O caso está também a ser acompanhado pelos advogados Francisco Luemba e David Mendes, sendo que a Polícia de Investigação Criminal não terá ainda conseguido formalizar os motivos da detenção.
«Depois da prisão arbitrária de Raúl Danda, cuja libertação Sarah Wikes apoiou, e do partido político FpD ter sido impedido de realizar um debate em Cabinda sobre autonomia, a activista de direitos humanos, que trabalha na área das Indústrias Extractivas, está sendo sujeita ao mesmo tipo de violação aos direitos humanos e da agressividade antidemocrática do regime, que atropela todas as leis para prosseguir a sua campanha intimidatória», critica ainda Filomeno Vieira Lopes.
O representante do FpD relembra também que membros do Governo angolano têm mantido encontros com a Global Witness no âmbito da sua campanha «Publique o Que Se Paga» e das negociações para a integração do Governo no mecanismo das EITI (Iniciativa para Transparência para as Indústrias Extractivas).
Antes de ter sido detida, a activista, que chegou a Cabinda no passado dia 16, havia realizado contactos, ainda em Luanda, com as companhias petrolíferas, Chevron, Devon, Rock Oil e Total. Já no enclave, Sara Wikes visitou projectos locais da indústria petrolífera, e jantou com activistas locais, designadamente membros da ex-Mplabanda.
(c) PNN Portuguese News Network
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