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Política
Fragilizada influência de Na Tchuto
Guiné-Bissau: Indjai defende a sua posição nas Forças Armadas
2010-07-20 16:27:22
 


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Bissau - Alheio às fortes críticas da Comunidade Internacional quanto à sua nomeação como CEMGFA da Guiné-Bissau, António Indjai começa a fazer avançar as suas peças no complexo xadrez que são as Forças Armadas guineenses.

As alterações efectuadas na última semana pelo novo CEMGFA implicam sobretudo os oficiais que lideram a Marinha Guineense e os que controlam as regiões militares. O lugar de vice-CEMA irá ser ocupado por Sanha Cusse, ex-responsável pelo sector das informações da Marinha e o Major Carlos Mandugal, nome repetidamente conotado com operações de narcotráfico, irá exercer as funções de Comandante das Operações da Armada. Estas mexidas na Marinha terão como principal objectivo o afastamento de elementos considerados próximos do ex-CEMA Bubo Na Tchuto, esvaziando assim o poder que este ainda poderia ter junto dos Fuzileiros da Guiné-Bissau e minimizando a capacidade de novas acções de desestabilização na Guiné-Bissau pela força das armas.

No Exército, a reorganização empreendida por António Indjai levou à nomeação de Tomás Djassi como novo vice-CEME. Djassi, antigo Comandante dos Pára-Comandos, é tido como um dos elementos mais fiéis ao novo CEMGFA em toda a actual estrutura militar da Guiné. Além de Djassi, foram também nomeados novos comandantes para as Regiões Militares guineenses, nomeadamente o Coronel Bacar Djassi (zona Leste), coronel Luís Gonçalves (zona Sul) e o Tenente Coronel Caramu Cassamá (Zona Centro).

Com a efectivação destas nomeações as perspectivas de reintegração de Bubo Na Tchuto na estrutura militar guineense parecem estar seriamente comprometidas, uma vez que Indjai optou por dispersar os que se mostravam fiéis ao ex-CEMA, destruindo os laços de uma aliança que poderia tornar-se um novo motor de instabilidade e uma ameaça ao seu reinado. Se por um lado a substituição por elementos fiéis ao actual CEMGFA diminui o risco de traição, por outro também contribui para tranquilizar a comunidade internacional, promovendo o afastamento de alguns elementos publicamente conotados com o narcotráfico. No entanto, os novos figurinos do poder militar na Guiné-Bissau não dão provas de maior isenção ao aroma da cocaína, incluindo nomes referenciados no passado pelo seu envolvimentos em operações de tráfico, caso do Major Bauté, nomeado vice-Comandante da região centro.


(c) PNN Portuguese News Network


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