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Lisboa – A Portugal Telecom vendeu a sua participação na Vivo à espanhola Telefónica por 7,5 mil milhões de euros. Para compensar, pagou 3,7 mil milhões por uma participação na brasileira Oi.
No final, todos parecem ter ficado satisfeitos. O presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro, classificou a operação que envolve a PT, a Vivo e a Oi, como «a maior operação financeira da história de Portugal». Já o presidente executivo da Portugal Telecom, Zeinal Bava, revelou-se um pouco nostálgico com a perda da participação na Vivo mas contente por investir numa «empresa que oferece condições extraordinárias no futuro».
Sublinhando que o Brasil tem todas as condições para se tornar numa das maiores economias do mundo nos próximos anos Zeinal defendeu que a decisão de vender a Vivo e adquirir uma posição na Oi foi uma «solução boa para todas as partes». O presidente executivo da PT revela assim confiança no investimento da empresa no Brasil, mostrando uma prova de que as relações entre Portugal e o país lusófono de Lula da Silva estão de vento em popa.
Talvez devido às boas relações existentes entre os dois países, o Presidente brasileiro sentiu-se na obrigação de vir a público assegurar que não teve qualquer influência nas negociações para a venda da Vivo à Telefónica, possibilitando a compra de parte da Oi pela Portugal Telecom. «Sobre o facto de a Portugal Telecom decidir participar da Oi, só posso dizer que a Oi continuará sendo brasileira da Silva», afirmou Lula da Silva aos jornalistas. Ainda assim, o Presidente brasileiro considera que se trata de um bom negócio.
A Telefónica atinge assim a liderança do mercado de telecomunicações brasileiro, a PT mantém-se no Brasil e consegue ter lucro com o negócio e o Governo português fica contente com uma presença no mercado brasileiro que classificou de «interesse nacional».
(c) PNN Portuguese News Network
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