Guiné-Bissau: ONG espanhola sugere encerramento do Hospital Nacional Simão Mendes
Bissau - Francisco Javier Solis, secretário-geral de uma organização não governamental espanhola, «Pueblos En Marcha» defendeu, esta segunda-feira, 8 de Agosto, a necessidade de encerrar a maior unidade hospitalar do país.
Para a organização espanhola, o Hospital Nacional Simão Mendes não apresenta condições mínimas de higiene para se manter em funcionamento. Esta observação segue-se a um diferendo apresentado à direcção do Hospital Nacional, relativamente ao tratamento de pacientes no serviço de recobro.
Francisco Javier Solis declarou à PNN que a unidade hospitalar não reúne nenhuma medida de segurança em termos de higiene e saneamento. O edifício principal foi recentemente submetido a obras de reabilitação, por se encontrar num estado avançado de degradação.
«O que acontece no Hospital Simão Mendes, se fosse num país onde o Estado está sujeito a pagar indemnizações, o Governo não teria condições para saldar quantias tão elevadas», defende o secretário-geral da ONG «Pueblos En Marcha».
Relativamente ao assunto que levou à suspensão dos trabalhos da ONG no Hospital Simão Mendes, Francisco Javier Solis não compreende as razões que levaram a direcção do hospital a suspender as actividades, uma vez que há já muito tempo que a organização trabalha nesse domínio.
Contactado pela PNN, Agostinho Semedo, Director-geral do Hospital Nacional Simão Mendes, desdramatizou estas declarações. Esta unidade hospitalar «era comparada por Francisco Javier Solis com um hospital dos EUA», esclarece Agostinho Semedo.
O director-geral do Hospital disse ainda que Francisco Javier Solis tinha a função de recolha de medicamentos para vários países do mundo, incluindo a Guiné-Bissau, e não o papel de médico, que desempenha actualmente.
«Eles não foram capazes de nos apresentar comprovativos de que são, na realidade, médicos. Recebemos informações, junto dos nossos enfermeiros, de que os membros da ONG estão impedidos de participar nos trabalhos de curativos aos doentes, no serviço de recobro», justificou Agostinho Semedo.
Sumba Nansil
(c) PNN Portuguese News Network
2011-08-09 14:55:34
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