CEDEAO decide o envio de uma Força de Estabilização para a Guiné-Bissau
Bissau - A CEDEAO pode decidir, esta quinta-feira, 26 de Abril, pelo envio de uma Força de Estabilização para a Guiné-Bissau, segundo apurou a PNN junto de uma fonte da Presidência da República de Cabo Verde.
O Chefe de Estado cabo-verdiano está na Costa do Marfim onde irá participar, esta quinta-feira, na cimeira da CEDEAO, organização que condenou o Conselho Nacional de Transição considerado «ilegal», e avisou que não vai aceitar qualquer alteração da ordem constitucional da Guiné-Bissau.
Jorge Carlos Fonseca, que se faz acompanhar do ministro das Relações
Exteriores, Jorge Borges, advertiu que Cabo Verde apoia a decisão da
CEDEAO e a posição assumida pelas diversas organizações internacionais a que o país pertence, principalmente as Nações Unidas, de condenação do golpe de Estado.
«O ponto de partida é que as instituições devem funcionar com critérios de legitimação e o único critério de legitimação na democracia é a vontade popular», garantiu Jorge Carlos Fonseca, ao deixar claro que, tanto a Presidência da República como o Governo de Cabo Verde, defendem toda e qualquer medida adoptada pela comunidade internacional para fazer regressar a ordem constitucional naquele país lusófono.
O Presidente da República admitiu também que as Forças Armadas cabo-verdianas estão preparadas e disponíveis para integrar qualquer solução que passe pela sua intervenção.
Os Chefes de Estado e de Governo dos 16 países que integram a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental vão analisar hoje também a situação no Mali, onde, apesar de se aguardar a qualquer momento a formação do novo Governo de transição, há rumores de que os militares podem não estar interessados em abandonar o poder.
Refira-se que o Primeiro-ministro de Cabo Verde reiterou, esta quarta-feira, em Bruxelas, onde se encontra de visita, as posições do Presidente da República em relação à situação na Guiné-Bissau.
(c) PNN Portuguese News Network
2012-04-26 16:39:52
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