Guiné-Bissau: ONU condena Golpe e militares querem governo de união nacional
Bissau – A ONU e Washington condenaram vigorosamente o Golpe Militar na Guiné Bissau. «Os Estados Unidos apelam para a restauração imediata do governo legítimo» disse Jay Carney porta-voz da Casa Branca enquanto o Conselho de Segurança da ONU exigiu o regresso à «ordem Constitucional».
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai reunir de urgência na sede da organização em Lisboa na manhã deste sábado, 14 de Abril, para avaliar a situação de crise na Guiné-Bissau e as consequências da retirada da Missang do país. O objectivo desta reunião será de «continuar a persuadir todas as estruturas, no sentido não só da preservação da segurança e da integridade física das pessoas que estão sob custódia [primeiro-ministro e presidente interino], mas também da criação de canais de comunicação para permitir a procura de uma solução negociada para a actual crise», disse o secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira à agência Lusa.
Na noite desta sexta-feira, 13 de Abril, o auto-intitulado Comando Militar, que assumiu a autoria do Golpe, reuniu durante vinte minutos com os partidos políticos guineenses a quem lhe incumbiu a missão de comporem um Governo de união nacional e nomearem um novo presidente interino. Na mesma reunião o Comando Militar informou os representantes partidários que «Raimundo Pereira, Carlos Gomes Júnior e Antonio Indjai» estavam a «são e salvo», sem contudo darem mais pormenores. Sublinharam também que o novo executivo e presidente não deveriam contar com Carlos Gomes Júnior nem Raimundo Pereira e a nomeação do novo Ministro da Defesa seria da responsabilidade do Comando Militar, dado que pretendem ter um ministro «da confiança» do Comando.
Os partidos, com e sem assento parlamentar, vão reunir este sábado na Assembleia Nacional guineense, a partir das 16:00, para definirem a nova composição Governamental.
Após uma atribulada detenção o bloguista Antonio Aly, responsável pelo blogue «Ditadura do Consenso» foi libertado, confirmou o próprio através do seu blogue. A detenção de Aly ocorreu após ter publicado no seu site que o Chefe de Estado Maior da Forças Armadas, Antonio Indjai, estaria no «comando das operações» do Golpe Militar e depois de ter dado uma entrevista a uma rádio cabo-verdiana onde criticou violentamente os militares guineenses e defendeu uma intervenção massiva de uma força militar multinacional. A detenção de António Aly provocou uma significativa onda de solidariedade através das redes sociais na internet.
(c) PNN Portuguese News Network
2012-04-14 11:37:03
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