Links Úteis
Confidencial

Subscrever Newsletter

Política

Após golpe de Estado

Guiné-Bissau: Presidente da União para Mudança quer regresso do PAIGC

Bissau – O Presidente da União para a Mudança (UM, oposição sem assento parlamentar) voltou a defender que deve ser o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC, afastado do poder desde o golpe de Estado de 12 de Abril), a presidir o Parlamento, mas sem o seu líder Carlos Gomes Júnior.

Em entrevista à PNN, Agnelo Regalla advogou que para se regressar à normalidade constitucional é necessário que o partido que obteve a maioria parlamentar nas últimas legislativas presida não só o Parlamento, como também indigite o novo Primeiro-ministro.

Para o líder da UM este regresso deve ser condicionado à assinatura pelo PAIGC tanto do Pacto de Transição, como do Acordo Político estabelecidos após o golpe de Estado de 12 de Abril último.

«O Governo a ser constituído deverá, para facilitar a transição, ser de base alargada e assentar sobretudo na competência e não em clientelismos políticos», defendeu, esclarecendo que o seu partido, em momento algum, apoiou o golpe de Estado, mas sim esteve na origem da proposta de solução apresentada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que culminou com a nomeação de um Presidente de transição e a formação do Governo de transição.

Agnelo Regalla explicou que a proposta do regresso ao poder do PAIGC visa fazer o país retornar à normalidade constitucional e resolver a situação interna do Parlamento guineense, «que se encontra num impasse, sem o que dificilmente será possível votar as leis que irão permitir a realização das eleições».

«Esta proposta da UM não é contra ninguém e visa tão-somente apontar uma via de saída para o país, que tem vindo a sofrer uma enorme pressão da comunidade internacional, que decidiu incluso suspender todos os projectos de apoio ao desenvolvimento», esclareceu.

Na sua perspectiva, é inexequível o retorno ao «status quo» antes do 12 de Abril, «isto porque se pode sentir que não há condições para que tal aconteça».

Para aquele dirigente político que foi um dos conselheiros do defunto Presidente da República, Malam Bacai Sanhá, o PAIGC deveria indigitar uma personalidade que pudesse assumir a chefia do Governo, descartando o seu líder Carlos Gomes Júnior.

«Consideramos irrealista e inexequível a possibilidade do retorno ao status quo ante. É bom que tiremos ilações da história recente do nosso país para entender este posicionamento do nosso partido, referiu sem querer entrar em pormenores.

Com a nomeação de um novo Governo, defende, o período de transição deveria ser alargado ligeiramente para se organizar o processo eleitoral.

«É preferível prorrogar, de forma negociada e consensual, o prazo de mais um ou dois meses e ter eleições verdadeiramente livres, justas e transparentes, assentes num recenseamento biométrico de raiz, do que avançar às cegas e correr o risco de novas contestações aos resultados de consequências imprevisíveis, sobretudo que vamos para eleições simultâneas», declarou preconizando que o realismo político deve conduzir todos os passos e decisões.

Regalla é também da opinião de que as organizações da comunidade internacional (Nações Unidas, União Europeia, União Africana, CEDEAO e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - CPLP) devem estabelecer uma agenda conjunta para a Guiné-Bissau e apoiar a CEDEAO, enquanto organização regional que se encontra no terreno, na sua implementação. «Isto sem prejuízo de, gradualmente, outras organizações poderem contribuir com a sua acção para a normalização da situação na Guiné-Bissau», realçou.

Por outro lado, apelou à comunidade internacional, para que «face aos graves problemas com que o país se confronta», a Guiné-Bissau não seja transformada num palco de contendas político-diplomáticas ou geoestratégicas.

O líder da UM alertou que a situação reinante no país já teve consequências na campanha de comercialização da castanha de cajú e poderá ter consequências gravosas na actual campanha agrícola.

(c) PNN Portuguese News Network

2012-08-14 10:39:39

MAIS ARTIGOS...
  Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira ouvido sobre o caso «21 de Outubro»
  União Europeia e CEDEAO debatem a situação da Guiné-Bissau
  Guiné-Bissau: Funeral de Henrique Rosa decorreu no Cemitério Municipal da capital
  Guiné-Bissau: Familiares recusam honras de Estado no funeral de Henrique Rosa
  Guiné-Bissau: UE saúda assinatura do acordo entre o PAIGC e o PRS
  Guiné-Bissau: PAIGC e PRS assinam acordo político
  Guiné-Bissau: Colectivo de apoio a Domingos Simões Pereira acusa TGB de parcialidade
  Morreu Henrique Rosa, Presidente da Guiné-Bissau de 2003 a 2005
  Guiné-Bissau: Morreu o ex-Presidente Henrique Rosa
  Guiné-Bissau: Funeral do secretário-geral do Ministério das Finanças decorreu em Bafatá
  Guiné-Bissau assinala o Dia da Guarda Nacional
  Representante da UE na Guiné-Bissau fala sobre história recente do país

Comentários

Nome:

E-mail:

Comentário:


Comentários
  
anónimo  2012-09-03 03:14:43
Para alguns o facto de se dialogar ou dar oportunidade a todos de fazerem parte da democracia de um País é sinónimo de fraqueza ou desorientação - mas enganam-se -. É a forma correcta de se trabalhar. Como estiveram sempre mal habituados, agora estranham. Sejam unidos.

anónimo  2012-08-30 11:10:20
Só quer Cadogo "quem tem rabo preso".
A manha é velha - armar confusão, preferir a terra queimada.
Não compreendo, mas os que falam de forma negativa e querem a guerra em vez de dar lugar ao diálogo, não devem ser filhos da Guiné, mas sim uns intrusos sem sentimento.
Deixem trabalhar.


Filho do bem  2012-08-17 11:42:28
Maravilhosos comentários, destes bons filhos da Guiné-Bissau: Kansaré, Saico e Mal Abuck Nater e entre outros. Deixem ladrar os cães que ladram por aí e dizem estar a falar e a defender ao bandido Cadogo e seus "queimados", que estavam arrsatar o nosso país para o abismo! Ainda bem que alguém se levantou a tempo de impedir que isso acontecesse. Subscrevo inteiramente às vossas ideias. Na verdade, estou satisfeito por saber que há pessoas atentas e que sabem quem realmente é o pior filho dos "pobregueses", o Cadogo. Para mim, ele não é guineense, felizmente. Estava a dividir a nação guineense, qualquer dia arrebentava um conflito que ninguém seria capaz de atenuar, tendo em conta com o acumular das situações gravíssimas. Mas ainda bem. Deus obrigado por isso. Vamos continuar atentos porque o lobo nunca se vai embora logo ao primeiro susto... Um apelo: queremos que os "pobregueses" (chamados portugueses), nos deixem andar com os nossos próprios pés ou procurar soluções dos nossos problemas noutro lado, já que nunca nos deram nada e nada indica que vão fazer isso no futuro, por dores de cotovelos. Ou seja, por terem passado muito mal no nosso país, durante a luta de libertação nacional. Párem, "pobregueses" e pensem sobre a situação de corrupção que há por aí... Abraços.

Kansaré  2012-08-16 02:12:08
...Senhor Agnelo Regalla, já não há voltas a dar. Agora, a situação é outra. Podes continuar a fazer política na tua estação de Rádio e nunca perderes tempo a pedir o regresso do PAIGC. Já descobrimos que são todos a mesma "m" e já fechamos os canais aos bandidos incluindo-te a ti. São todos a farinha do mesmo saco. "Djagasimentu kudi na bolama di bas, Kin ku ka mama liti natural, pa i djinguinu bó". Este governo de transição vai cumprir o período de um ano e realizar as eleições justas, livres e transparentes para que pessoas honestas governem o nosso país e nunca os comerciantes e muitos menos os incompetentes como Cadogo e vocês todos, seus "capangas". Estamos atentos pelo que vão preparando por aí. Agora não se faz nada, só dar voltas em "Bissau zinho", como é conhecido. O vosso chefe de "Bandis" está em "Pobregal" com o resto dos comandados e, vai dando voltas pelo mundo fora, mas como disse, estamos atentos. A decisão de mudar a situação da Guiné-Bissau, de um certo grupo apenas, para dar oportunidades a todos os guineenses mostrarem as suas capacidades é totalmente irreversível. Desistam-se, é o único conselhos que tenho para vos dar. Não é por acaso que os angolanos abandonaram à "Missão de Sangue" que estavam a cumprir no nosso país.Sabiam muito bem, o que se seguia por isso, ponham-se a pau. Também para referir de que não nos interessamos com os "pobregueses" que vão falando por aqui além e acolá... Por dores de cotovelos. "i djusta elis". Devem estar preocupados com as suas situações complidas em todos os sentidos. Corruptos até aos dentes e andam a falar mal do nosso país. Já não nos interessamos deles, pois nunca fizeram nada para nós e, vamos falar com os americanos, franceses, e mais, para nos ajudar a resolver os nossos problemas... "Fuafban", os pobregueses... já volto.

Saico  2012-08-15 13:45:29
Os dirigentes cadoguistas do PAIGC são malucos. Foram convidados para governo e recusaram. Fizeram conluio com os malditos malcriados governantes de Portugal e de Angola para afundar o nosso país.
Agora que têm dificuldades de sustentar as "catorzinhas" que espalharam pela cidade de Bisssau querem integrar o governo.


Mal Abuck Nater  2012-08-14 15:41:03
Esta proposta da UM (Uniao para a Mudança) vem demonstrar o quao baixo vao os nossos políticos. Primeiro, agem para depois pensar em conformidades com os seus interesses.

Para ser cincero, nao consigo olhar para a cara de qualquer político do alto a baixo e, quando o faço, só consigo ver a pouca vergonha, a palhaçaria, o descrédito. Sao na verdade, pessoas que, fora da política, seriam como peixe fora da água: morreria asfixiados de tao incompetente para sobreviver na base dos seus esforços.

Um "governo" dito de transiçao mas incapaz de se locomover por incapacidade de saber pensar, demonstrada pela descoordenaçao e atrapalhaçao dos seus elencos que apenas envergonham e sobremaneira todos os Guineenses. Um "governo" que sequer sabe as suas competências como é de esperar um "governo" de gestao, que deve reger na base das suas limitaçoes que a própria Constituiçao se lhe impoe.

Ao em vez de se concentrar no essencial da sua obrigaçao: encontrar soluçoes para o país com base no espaço temporar que o seu compromisso com a CDEAO determina, mais se preocupa em delapidar o erário público, exoneraçao inconstitucional dos embaixadores, demissao dos directores gerais com base no clientelismo e afinidade partidária.

O tempo passa sem que se deslumbre no horizonte qualquer sinais de progresso. As inquietaçao aumenta e o puzilismo e alguma agressao verbal começa a fazer-se notar naquele que sao grupos de pessoas sem preparaçao para administrar pois nunca tiveram qualquer experiência em termos de administraçao.

Estou certo de que nao tarda nada para que mais escândalo e desentendimento caracteristico deste "governo" se faz ouvir. Pois numa casa onde nao há pao... é bem provável que todos se andem aos berros sem que alguém tenha razao!

A ver vamos.



Hospedagem de Sites Low CostJornal Digital Cabinda Digital Timor Digital Luanda Digital Jornal de São Tomé Cabo Verde Maputo Digital
Notícias grátis no seu site Recrutamento Estatuto editorial Ficha técnica Contactos Publicidade Direitos autorais