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Cultura & Média

Quarta edição

Guiné-Bissau realizou fórum «Cacheu, Caminho de Escravos»

Bissau - A Cidade de Cacheu, norte da Guiné-Bissau, acolheu esta quinta-feira, 20 de Novembro, a quarta edição do fórum «Cacheu, Caminho de Escravos», sob o tema «A História e a Cultura de Cacheu no contexto da escravatura e do tráfico negreiro».

A informação foi comunicada pela entidade organizadora, a ONG guineense Acção para o Desenvolvimento (AD), em comunicado que a PNN consultou, afirmando que a iniciativa teve o objectivo de contribuir para enquadrar e impulsionar a história e a cultura de Cacheu no panorama global do seu desenvolvimento integral e harmonioso.

Segundo o comunicado, os conhecimentos e materiais que o fórum produziu foram importantes para a pesquisa e a documentação do Memorial da Escravatura e do Tráfico Negreiro de Cacheu, actualmente em construção, assim como para o simpósio internacional sobre o tráfico negreiro em Cacheu, previsto para Novembro de 2015.

Historiadores e estudiosos guineenses apresentaram doze tópicos sobre a história e a cultura, debatidos por cerca de 60 pessoas, incluindo representantes da comunidade de Cacheu.

O fórum tem-se revelado como um espaço de debate fecundo e de descoberta ou redescoberta da história, assim como de expressões culturais e artísticas diversas das gentes e terras de Cacheu.

Durante três dias os participantes no fórum debateram, entre outros assuntos, a importância e a necessidade de estudar a história da escravatura e do tráfico negreiro, o peso simbólico e histórico de Cacheu: fundamentos e perspectivas futuras, património histórico e cultural à luz da convenção para a protecção do património Mundial Cultural e Natural da UNESCO, o percurso e caminho do arroz e da horticultura da Guiné-Bissau para as Américas no contexto do trafico negreiro, Cacheu no séc XVI – testemunho de um viajante, Cacheu na rota dos escravos da Guiné-Bissau para Cabo Verde, Grandes figuras femininas durante a escravatura em Cacheu, a origem das cidades e tabancas na zona de Cacheu, de tchurbrik a Bianga, a história da fortaleza e da igreja da Nossa Senhora da Natividade, dois locais emblemáticos da cidade de Cacheu, a escravatura e a sua influência na cultura de Cacheu, a alienação cultural e reafirmação da nação, e o surgimento do «badju di tina» em Cacheu.

O fórum foi organizado pela ONG guineense Acção para o Desenvolvimento, com o apoio financeiro da União Europeia. A abertura dos trabalhos foi presidida pelo Secretário de Estado da Cultura, Juventude e Desportos, Tomás Gomes Barbosa.

De recordar que em 1588 os portugueses fundaram, junto à costa, em Cacheu, a primeira povoação criada de raiz, a qual será sede dos capitães-mores nomeados pelo então rei de Portugal, embora sob jurisdição de Cabo Verde.

Tiago Seide

(c) PNN Portuguese News Network

2014-11-24 14:24:26

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Comentários

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Comentários
  
Augusto Keban Nhaga  2014-12-03 02:22:10
Para mim seria muito útil começar a descobrir que somos, onde estamos, e onde queremos ir. Todo o povo africano está perdido, não tem identidade própria, não tem iniciativa propria. Quase todos os paises estão no 3º mundo, apesar de terem a materia prima que os paises dito do 1º mundo usam.
É nos Camarões que a compagnie frutiere, explora as plantações de bananas usando insecticidas que cegam os nossos irmãos todos os dias mas apoiados pelos dirigentes e filhos dos Camarões.
É na Uganda que estão a fazer experiências do milho transgenicos proibidos na Europa. É na Guine que os russos estão a levar arreia pesada em troca de tostões que acabam nos bolsos de alguns.
Pensemos um pouco no que vai acontecer aos nosso filhos e netos. PENSAR.


Vladimi Quadé  2014-11-25 11:04:02
Na minha modesta opinião, começaria por asseverar que este fórum é muito importante na medida que vai lançar bases para o Simpósio em meados de Novembro, permitindo de igual modo a obtenção de ferramentas, partilha de propósitos e linhas de debate.
Numa outra perspetiva, o nosso governo não deve só dar abertura dos eventos, mas sim num âmbito critico, tomar esta iniciativa como aquele que possa trazer alguns subsídios teóricos em jeito de enriquecimento do nosso grade curricular, através do INDE, começarmos a ensinar a nossa historia por forma de hereditariedade "transmiti-la de geração à geração".



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